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Dividimos com você, aqui, um pouco da forma Verde Asset Management de pensar.

Alta de taxa alemã tem pouco reflexo em juro local

Trecho da entrevista de Artur Wichmann — entre outros gestores do mercado — para o jornal Valor Econômico
Foto: Luis Ushirobira/Valor

Foto: Luis Ushirobira/Valor

A alta no rendimento pago pelos títulos alemães, que tem intrigado analistas globais, não é irracional, porém não tem muito mais fôlego. É a visão de gestores brasileiros, para quem é limitado o reflexo do movimento nas taxas locais, que têm motores próprios.

“O que o mercado vê agora é a volta de um movimento extremo, que tinha ido longe demais”, diz Artur Wichmann.

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Verde mira fundos de pensão

Trecho da entrevista de Artur Wichmann, Pedro Sales e Luiz Godinho para a revista Investidor Institucional
ArturPedroLuiz-Invest
Foto: Bruna Nishihata/Investidor Institucional

Depois da cisão com a Credit Suisse Hedging-Griffo, ocorrida no final do ano passado, a Verde Asset, comandada por Luis Stuhlberger, começa a apresentar ao mercado sua nova cara. E ela não é a mesma do CSHG, de onde se originou, nem mesmo da Hedging-Griffo, criada por Stuhlberger 20 anos atrás. Mantém várias caracteristicas das antecessoras nas estratégias de gestão, como ativos globais no portfólio e aposta num dólar valorizado, mas começa a olhar as estratégias de mercado de forma diferente, buscando o segmento de institucionais locais.

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Projeções longas para inflação começam a ceder

Trecho da entrevista de Daniel Leichsenring para o jornal Valor Econômico
Foto: Luis Ushirobira/Valor
Foto: Luis Ushirobira/Valor

Se a inflação corrente assusta, rodando acima dos 7% em 12 meses, as expectativas para os próximos anos deixaram a zona de deterioração do fim do ano passado e voltam a se aproximar, ainda que lentamente, da meta estabelecida pelo Banco Central. Isso já é visto como um indício de que a chamada ‘ancoragem das expectativas’ pode estar sendo retomada. Sinal disso é que pela primeira vez desde outubro do ano passado, as projeções para a inflação em 2016 voltaram para 5,5%, segundo a mediana dos economistas ouvidos pelo BC. A tendência de baixa nas projeções se reflete nos anos subsequentes e chega a 4,8% em 2019 (era 4,9% na semana passada).

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A Verde Asset que vai além de Luis Stuhlberger

Trecho da entrevista com Luiz Parreiras, Artur Wichmann, Demian Pons, Daniel Leichsenring e Pedro Sales para o jornal Valor Econômico
Luis Ushirobira/Valor
Foto: Luis Ushirobira/Valor

Nem só de Luis Stuhlberger vive a Verde Asset. A nova velha gestora, agora com o Credit Suisse como sócio minoritário, não é casa de produto único. Na verdade, metade dos R$ 30 bilhões sob gestão está fora do fundo Verde. E a maior parte das carteiras na prateleira, ao contrário da irmã famosa, está aberta para novas aplicações.

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Stuhlberger: 2015 vai ser o ano de Jó

Trecho da entrevista de Luis Stuhlberger para o jornal Valor Econômico
Foto: Silvia Costanti / Valor
Foto: Silvia Costanti/Valor

Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia conta a saga de Jó, um homem de quem Deus tirou todos os bens, a família e a saúde para testar sua fé. É a essa imagem que recorre Luis Stuhlberger, gestor do mais conhecido multimercado brasileiro, o fundo Verde, para ilustrar as provações pelas quais o investidor vai passar neste ano. “2015 vai ser o ano de Jó”, afirmou em entrevista exclusiva ao Valor, a primeira no controle da Verde Asset Management, nova gestora que nasce com R$ 30 bilhões sob gestão e o Credit Suisse como sócio minoritário. “Você tem Deus conspirando contra o Brasil: não dá água, não tem energia, os preços das commodities estão caindo, o governo aperta em 2% do PIB…”, afirma, antes de emendar a ironia: “mas vamos estar mega otimistas, porque 2016 vai ser melhor”.

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Verde Asset nasce com plano de ter filial londrina

Trecho da entrevista de Luis Stuhlberger para o jornal Valor Econômico

O olhar global é uma vocação que Luis Stuhlberger quer fomentar na gestora que nasceu oficialmente neste mês sob seu controle, a Verde Asset Management. Está nos planos da nova casa abrir uma filial fora do Brasil, um projeto para 2016 ou 2017. A preferência é por Londres. “De lá dá para cobrir Europa, Ásia e Estados Unidos de um lugar neutro”, afirma. A intenção é montar uma estrutura pequena, com quatro ou cinco analistas, dedicados a selecionar empresas globais para os portfólios.

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A meta de primário do novo ministro é crível?

por Daniel Leichsenring

À primeira vista, a meta de esforço fiscal foi escolhida a dedo. O número de 1,2% do PIB é baixo o suficiente para parecer crível e alto o suficiente para ser uma sinalização positiva. O mesmo pode ser dito da meta de “não menos do que 2% do PIB de 2016 em diante”.

O desafio, entretanto, é transformar um déficit primário recorrente de 0,6% do PIB num superávit de 1,2% ao longo de um ano sendo que, no mínimo, já se perderam 3 meses de arrecadação de algum aumento de imposto/contribuição – dado que estamos em janeiro e todo aumento de alíquota tem noventena até ser de fato implementado.

A tabela abaixo traz dos ajustes fiscais feitos no país desde 1998 o que se deveu à receita e o que se deveu a corte gastos, pelo Governo Federal. O maior ajuste primário de um ano para o outro foi de 1,1% do PIB de 1998 para 1999, com -0,5% do PIB de despesa e 0,6% de receita. Mas há um fator crucial: a inflação passou de 1,65% em 1998 para 8,94% em 1999 (a variação do PIB nominal foi de praticamente 4% para 9%). A aceleração da inflação foi forte, o que fez com que a corrosão real dos gastos tivesse sido importante. Sem isso, o controle de gastos não teria sido possível da maneira como foi. O mesmo vale para o que se viu em 2002/2003, quando a inflação foi buscar 17% no acumulado de 12 meses em maio/2003, para encerrar o ano em 9,3%.

Variação da Receita, Despesa e Primário (% do PIB)
1998/1999 2002/2003 2006/2007 2010/2011*
Receita Líquida 0,6% -0,4% 0,3% 0,9%
Despesa -0,5% -0,6% 0,2% 0,0%
Variação do Primário 1,1% 0,2% 0,1% 1,0%

* sem capitalização da Petrobrás

Fonte: STN, Verde Asset

Digamos que o primário tenha terminado em -0,2% do PIB em 2014. Precisaríamos de 1,4% de ajuste em 2015 (já tendo perdido mais de 2 meses de elevação de arrecadação), com o salário mínimo subindo 2,5% em termos reais (9% nominal). Convém ressaltar que o resultado de 2014 tirando as manobras fiscais teria sido algo mais próximo a um déficit de 0.6% ou 0.7% do PIB, de maneira que o esforço fiscal efetivo para 2015 teria de ser da ordem de 2% do PIB.

Nos ajustes retratados na tabela, a duração foi de 1 ano (no ano seguinte, várias das medidas de controle de gastos foram relaxadas). E o que está sendo prometido hoje é basicamente replicar em 2016 o que se espera para 2015.

Por fim – mas não menos importante – mesmo assim, o primário ficará abaixo daquele que estabiliza a dívida (!), que hoje está oscilando entre 2,5% e 3% do PIB, mais para perto de 3% dependendo das demais hipóteses. Ou seja, mesmo assim, a dívida pública continuará crescendo em percentual do PIB (ainda que a taxas decrescentes se esse esforço primário for efetivamente implementado).

No fundo, o importante é a evolução do PIB nominal (deflator mais crescimento real). Porque o governo é sócio da inflação, a arrecadação sobe com o deflator e o gasto cai em termos reais se a inflação surpreender.

Ou seja, o resumo da ópera é: a meta foi muito bem pensada. Para entregá-la, será necessário colher o pão que o diabo amassou. Para resolver mais rápido, a inflação tem de ser bem mais alta no começo, o que parece ser politicamente sensível. Cortando gastos, dado que o aumento do salário mínimo já garante crescimento forte da política de transferência de renda, conseguiremos ficar mais ou menos onde estamos, em um déficit primário de uns 0,2% do PIB. A decisão de qual nível de resultado primário nós vamos chegar depende, portanto, de qual o apetite pelo aumento da carga tributária. Dá para entregar 1,2% de primário em 2015? Sim, mas o governo vai precisar abrir o saco de maldades tributárias. E isso te leva à metade do primário necessário para estabilizar a dívida pública em percentual do PIB.

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