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Brasil gastou mais do que podia e precisava no combate à pandemia

Daniel Leichsenring, economista-chefe da Verde Asset, em artigo para a Folha de S.Paulo
Piora do déficit ocorreu pelo aumento expressivo de gastos públicos de caráter permanente

A questão fiscal brasileira voltou a causar preocupações. O país parece andar em círculos, retornando ao ponto inicial, mas com dívida e gastos mais altos e os mesmos problemas na qualidade dos serviços públicos e no atendimento das demandas sociais.

O primeiro ato da mais recente tragédia fiscal se iniciou no segundo mandato de Lula e se acelerou no governo Dilma, quando o superávit primário de cerca de 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) deu lugar a um déficit de 2,5% do PIB ao ano.

A piora do déficit ocorreu pelo aumento expressivo de gastos públicos de caráter permanente, impossíveis de serem cortados uma vez aumentados. Ficaram famosas também as “pedaladas”, que escamoteavam a realidade das contas públicas, mas que em tempo cobrariam seu preço.

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Verde participa da Live do Valor

Daniel Leichsenring participa da Live do Valor, realizada pelo jornal Valor Econômico.

Daniel Leichsenring foi convidado pela equipe do Valor Econômico para um bate-papo com o jornalista Sergio Lamucci para analisar o impacto da pandemia na economia brasileira e como será a recuperação.

A transmissão está disponível no canal do Valor Econômico no Youtube. Clique aqui para assistir.

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Coffee & Stocks: day #53 com Daniel Leichsenring

Participação de Daniel Leichsenring no programa Coffee & Stocks, do Stock Pickers, apresentado por Thiago Salomão, na segunda-feira.

Daniel Leichsenring: “Há um prêmio considerável na curva de longo prazo”. O economista-chefe da Verde Asset compartilhou como está sua visão de mercado logo após ter feito uma live sexta-feira com Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional. Discutiram também sobre a imperdível live da terça passada, na qual Daniel mediou o papo entre Luis Stuhlberger e Daniel Goldberg, e sobre a “revolução silenciosa” que estamos vendo no combate à Covid-19.

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Coffee & Stocks com Daniel Leichsenring

Participação de Daniel Leichsenring no programa Coffee & Stocks, do Stock Pickers, apresentado por Thiago Salomão.

Economista-chefe com 16 anos de Verde explicou os motivos para estar mais confortável em investir nos EUA do que no Brasil mas apontou quais as medidas internas que poderiam fazê-lo voltar a olhar para o Brasil com mais carinho.

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“PIB do Brasil ainda não mostra seu potencial”, diz Luis Stuhlberger

Matéria exclusiva com Luis Stuhlberger, para o Jornal Estadão
Para Stuhlberger, coisas importantes, que podem trazer bons impactos, estão acontecendo no País na área econômica. Foto: Iara Morselli/ Estadão

Luis Stuhlberger, dono da Verde Asset Management e gestor do maior fundo multimercado do Brasil, mostra estar surpreso com o que vem acontecendo no Brasil na área econômica. Segundo ele, se fosse perguntado, há seis meses, sobre as chances de o governo aprovar uma reforma da Previdência com economia para os cofres públicos perto de R$ 1 trilhão, diria que a probabilidade era zero. Para o gestor, também “foi um milagre” a privatização da BR Distribuidora ter acontecido “sem greve, sem bloqueio de entrada”, uma evidência de que “coisas importantes” estão acontecendo na economia brasileira, apesar do estresse recente do mercado.

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“Posição do Brasil no ciclo econômico é muito favorável”

Matéria exclusiva com Daniel Leichsenring, para o Valor Econômico
Daniel Leichsenring: “Controle do gasto público permite que o Brasil tenha juros civilizados por um período prolongado”. Foto: Cláudio Belli/Valor Econômico

O economista-chefe da Verde Asset Management, Daniel Leichsenring, está otimista com as perspectivas para a demanda doméstica brasileira no restante deste ano e no próximo. Para ele, empresas e famílias já ajustaram o seu nível de endividamento, há sinais importantes de melhora do crédito, como se vê pelo aumento das operações no mercado de capitais e nos empréstimos bancários para pessoas físicas, e os juros deverão cair mais e permanecer em níveis baixos por um período prolongado.

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A mudança de framework do Fed

Por Daniel Leichsenring e Thomas Wu

O fim de 2018 passou por forte aperto das condições financeiras no mundo, e isso gerou uma reação dos bancos centrais, especialmente o Federal Reserve americano. A visão convencional é que o Fed está apenas reagindo à queda dos mercados, e em menor medida à desaceleração econômica. Ou seja, apenas uma mudança cíclica de postura. No entanto, vemos uma mudança estrutural mais profunda sendo discutida, que nossos economistas Thomas Wu e Daniel Leichsenring detalham a seguir.

Grande parte das discussões recentes no Fed dizem respeito a sua capacidade de reação na próxima recessão. Não que o Fed ache que a economia americana esteja na iminência de entrar em recessão. Ao contrário, em todas as comunicações oficiais do Fed, ou de seus membros, há uma explícita confiança no cenário. Porém, do ponto de vista de um policy maker, a estratégia de combate à próxima recessão tem que ser debatida e definida durante o período de “normalidade”, para que ela esteja pronta para ser implementada assim que a recessão chegar.

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‘Brasil não aprendeu absolutamente nada com a crise econômica’

Matéria exclusiva com Daniel Leichsenring, para o jornal Valor Econômico
Daniel Leichsenring: “Brasil é uma sociedade que falhou retumbantemente em melhorar a perspectiva econômica”. Foto: Ana Paula Paiva/Valor Econômico

O Brasil não aprendeu “absolutamente nada” com a grave crise econômica que fez o PIB encolher 3,5% em 2015 e outros 3,5% em 2016, diz o economista-chefe da Verde Asset Management, Daniel Leichsenring. “Nós desperdiçamos uma crise e não conseguimos nem sequer tirar lições dela”, afirma ele, ao comentar as dificuldades que o próximo presidente deverá ter para tentar resolver o conflito distributivo. A sensação dominante parece ser a de que “o Estado vai prover tudo”, segundo Leichsenring.

O economista cita o caso da greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio, que provocou desabastecimento, afetando a produção e o comércio. O que mais lhe chamou a atenção não foi a paralisação em si, mas o apoio de uma fatia enorme da população ao movimento – 87% dos entrevistados por pesquisa do Datafolha disseram concordar com a greve. “Isso é
absolutamente inacreditável. As pessoas foram afetadas no seu dia a dia, não conseguiram se locomover, tiveram desabastecimento, houve uma série de problemas e ainda assim a população apoia”, afirma ele. “O ambiente no país está tão inóspito que as pessoas aprovam qualquer coisa que na cabeça delas signifique algum tipo de demonstração contra o governo, contra o establishment.”

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Stuhlberger: sem risco eleitoral, dólar custaria R$ 3,70 e juros futuros estariam perto de 10%

Matéria exclusiva com Luis Stuhlberger, para o portal Seu Dinheiro
Se convergirmos para uma situação normal de temperatura e pressão, em que os fundamentos da economia predominam sobre o estresse político, é para aí que os dois ativos deveriam caminhar. Foto: Murillo Constantino/Seu Dinheiro

Até mesmo Luis Stuhlberger, gestor do renomado fundo Verde, levou uma rasteira do dólar em 2018 – logo no ativo em que o gestor mais ganhou dinheiro ao longo de sua história. Na carta de abril, a equipe estimava que a moeda americana ficaria até agosto por volta de R$ 3,30 a R$ 3,60. O mês fechou, entretanto, com dólar acima de R$ 4.

Cenário eleitoral à parte, considerados os fundamentos da economia, onde estariam os juros e o câmbio? E onde eles devem estar estruturalmente? Para o gestor do Verde, em patamares menos estressados, segundo disse nesta conversa com o Seu Dinheiro.

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Stuhlberger está comprando NTN-Bs e ações brasileiras. O que o gestor do Verde diria se fosse Eric Clapton?

Matéria exclusiva com Luis Stuhlberger, para o portal Seu Dinheiro
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde: “Tem coisa ruim demais refletida nos preços de hoje”. Foto: Murillo Constantino/Seu Dinheiro

I still do” – é o nome do álbum mais recente de Eric Clapton, que ele lançou aos 71 anos. Luis Stuhlberger é um fã. O gestor do famoso fundo Verde esteve no show do Hyde Park, em Londres, em julho, e gravou no celular seu momento favorito: a melancólica “Wonderful Tonight“.

Não têm sido tempos fáceis para o deus brasileiro da gestão. Stuhlberger se martiriza pelos 4 pontos percentuais de retorno que deixou na mesa por ter carregado, ao longo do ano passado, a tese de fortalecimento do dólar e desvalorização da moeda chinesa. “Foi das coisas mais tristes que eu passei na vida como gestor”, disse para mim em meio a uma conversa de duas horas.

As teses se realizaram. Em 2018. “Neste ano, tudo que eu previ aconteceu e eu não tinha mais a porra da posição”.

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