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Dividimos com você, aqui, um pouco da forma Verde Asset Management de pensar.

É prematuro falar em recessão, diz Verde

Matéria exclusiva com Pedro Sales, para o Valor Econômico
Pedro Sales, gestor de ações da Verde Asset: ambiente de juro muito baixo representa risco em caso de ajuste. Foto: Claudio Belli/Valor

O Brasil do juro baixo e das reformas está em posição privilegiada para enfrentar o risco de maior enfraquecimento global e deve se beneficiar do excesso de liquidez no mundo. Apesar da forte correção recente das ações brasileiras, fruto da piora na aversão ao risco no exterior, não faz sentido apostar em recessão e transformar esses impactos de curto prazo no “novo normal”, porque a Selic reduzida ainda dá suporte ao investimento na bolsa. A opinião é de Pedro Sales, gestor de estratégia de ações para o Brasil da Verde Asset.

O estrangeiro não se animou com o Brasil, mas dizer que vai se iniciar uma crise é um pouco forte. Não quero dizer que simplesmente não vai acontecer, mas qualquer leitura baseada em prazo mais curto não funciona”, afirma Sales, ao Valor.

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“Não sei.” Soros, Stuhlberger e a humildade num mundo de juros negativos.

Por Artur Wichmann

Em meados de 2009, Luis Stuhlberger e eu tivemos uma reunião com David Modest, que trabalhava no Soros Fund Management. Ao final da reunião veio a pergunta: “será que o Luis não poderia ir a Nova York conversar com o Soros?”

O pano de fundo era o seguinte: o mundo havia passado em 2008 pela pior crise do capitalismo. Somente a Grande Depressão de 29 havia sido mais drástica. Pior: a economia global claudicava em direção a uma recuperação tímida. O vigor de recuperações passadas parecia distante. A deflação era vista como um risco real.

Alguns meses depois estávamos em NY, no escritório de Soros na Rua 55. Tenho que confessar uma certa ansiedade em relação a esse encontro. Minha determinação firme era não abrir a boca, sumir na paisagem e só absorver todo o conhecimento que seria gerado. Retirei da estante minha cópia do “The Logic of Scientific Discovery”, do Karl Popper e dei uma revisada. Sabia da admiração do Soros pelo autor e não queria correr o risco de perder alguma referência que ele pudesse fazer.

Às 10 em ponto o Soros entra na sala. Cumpridas as devidas formalidades, começa um dos debates mais memoráveis que já presenciei: expansão de balanços de bancos centrais, crise do euro, limitações do modelo de desenvolvimento brasileiro, China…

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“É preciso ‘criar escala’ na filantropia”, diz gestor financeiro

Matéria exclusiva com Luis Stuhlberger, para a coluna Direto da Fonte do Jornal Estadão
CEO da Verde Asset Management relata como vem implantando gestão profissional em Ongs ligadas ao apoio social, fortalecendo a filantropia e ampliando os resultados para os beneficiados Foto: Iara Morselli/ Estadão

Foi em 2003 que o executivo Luis Stuhlberger e alguns colegas na gestora de recursos Hedging-Griffo se deram conta de que entidades do mundo financeiro não tinham prática de fazer filantropia. Entendiam que era importante “devolver à sociedade um pouco do que tiveram a sorte de ter” – e a ideia que daí surgiu foi criar um instituto que não teria projetos próprios, mas seria o gestor de projetos de outras instituições.

A missão seria “ampliar a escala, beneficiar mais gente com os mesmos recursos”, pondo em prática “uma filantropia com gestão pautada pela eficiência”. Olhando o cenário da área social, o executivo definiu um propósito: “Poderíamos assim ajudar a dar escala para quem faz bem feito e, às vezes, não tem funding para ampliar seu alcance.”

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“PIB do Brasil ainda não mostra seu potencial”, diz Luis Stuhlberger

Matéria exclusiva com Luis Stuhlberger, para o Jornal Estadão
Para Stuhlberger, coisas importantes, que podem trazer bons impactos, estão acontecendo no País na área econômica. Foto: Iara Morselli/ Estadão

Luis Stuhlberger, dono da Verde Asset Management e gestor do maior fundo multimercado do Brasil, mostra estar surpreso com o que vem acontecendo no Brasil na área econômica. Segundo ele, se fosse perguntado, há seis meses, sobre as chances de o governo aprovar uma reforma da Previdência com economia para os cofres públicos perto de R$ 1 trilhão, diria que a probabilidade era zero. Para o gestor, também “foi um milagre” a privatização da BR Distribuidora ter acontecido “sem greve, sem bloqueio de entrada”, uma evidência de que “coisas importantes” estão acontecendo na economia brasileira, apesar do estresse recente do mercado.

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“Posição do Brasil no ciclo econômico é muito favorável”

Matéria exclusiva com Daniel Leichsenring, para o Valor Econômico
Daniel Leichsenring: “Controle do gasto público permite que o Brasil tenha juros civilizados por um período prolongado”. Foto: Cláudio Belli/Valor Econômico

O economista-chefe da Verde Asset Management, Daniel Leichsenring, está otimista com as perspectivas para a demanda doméstica brasileira no restante deste ano e no próximo. Para ele, empresas e famílias já ajustaram o seu nível de endividamento, há sinais importantes de melhora do crédito, como se vê pelo aumento das operações no mercado de capitais e nos empréstimos bancários para pessoas físicas, e os juros deverão cair mais e permanecer em níveis baixos por um período prolongado.

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“Estamos otimistas com o ritmo da atividade econômica neste e no próximo ano.”

Por Gestão Verde AM

Relatório de Gestão do Fundo Verde – Junho/19

Após um período marcado por muito ruído, a reforma da previdência está em vias de ser aprovada. Vale lembrar que, mesmo com algumas desidratações já previstas em Plenário, o texto aprovado deve gerar economia duas vezes maior do que a versão final apresentada pelo governo anterior, até então vista com excelentes olhos por parte do mercado. Isso sem contar a economia esperada de ao menos R$ 200 bilhões com a MP 871 de combate às fraudes.

A partir de agora, as atenções se voltam para as perspectivas do crescimento do Brasil, tema recorrente em nossas cartas ao longo dos últimos meses. E não sem motivo: após cair quase 8% entre 2015 e 2016, o PIB cresceu a ritmo médio de 1,4% ao ano, ou apenas 0,5% quando considerados apenas os últimos quatro trimestres. A permanência desse cenário inviabiliza qualquer trajetória sustentável da dívida pública, mesmo com o endereçamento do problema previdenciário.

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Verde avança em fundo de previdência com Apple, Goldman, Google e mais 32 empresas

Matéria exclusiva com Luiz Parreiras e Luiz Godinho, para a Bloomberg

A Verde Asset Management está cortejando algumas das maiores empresas globais para o seu negócio crescente de previdência complementar.

Goldman Sachs, Morgan Stanley, Google, Apple, Netflix e outras 30 empresas estão oferecendo aos funcionários a opção de investir em fundo de previdência gerido pela Verde, segundo Luiz Ernesto Godinho, responsável pela área comercial da gestora.

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A mudança de framework do Fed

Por Daniel Leichsenring e Thomas Wu

O fim de 2018 passou por forte aperto das condições financeiras no mundo, e isso gerou uma reação dos bancos centrais, especialmente o Federal Reserve americano. A visão convencional é que o Fed está apenas reagindo à queda dos mercados, e em menor medida à desaceleração econômica. Ou seja, apenas uma mudança cíclica de postura. No entanto, vemos uma mudança estrutural mais profunda sendo discutida, que nossos economistas Thomas Wu e Daniel Leichsenring detalham a seguir.

Grande parte das discussões recentes no Fed dizem respeito a sua capacidade de reação na próxima recessão. Não que o Fed ache que a economia americana esteja na iminência de entrar em recessão. Ao contrário, em todas as comunicações oficiais do Fed, ou de seus membros, há uma explícita confiança no cenário. Porém, do ponto de vista de um policy maker, a estratégia de combate à próxima recessão tem que ser debatida e definida durante o período de “normalidade”, para que ela esteja pronta para ser implementada assim que a recessão chegar.

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Expansão dos EUA não vai morrer de velhice, diz gestor global da Verde, que está comprando bolsa americana

Matéria exclusiva com Artur Wichmann, para o portal Seu Dinheiro
Artur Wichmann, gestor de ações globais da Verde, está animado com uma mudança estrutural de paradigma trazida pela tecnologia, que deve mudar a nossa forma de investir

Ele é os olhos para fora do Verde, o mais famoso multimercados brasileiro. E está na contramão das preocupações com o fim de um ciclo positivo para a economia americana. Para Artur Wichmann, uma expansão não morre de velha: são necessários problemas, como excesso de alavancagem, de forma geral ausentes hoje no país.

Alheio às quedas recentes e apegado aos fundamentos, Wichmann mantém uma seleção de ações listadas na bolsa americana no portfólio, de olho no longo prazo: “A gente não acredita que vai haver uma queda muito clara de geração de caixa das empresas norte-americanas”, disse para mim em uma conversa exclusiva no escritório da Verde em São Paulo.

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Confira também a outra entrevista com Artur Wichmann sobre como os avanços tecnológicos devem mudar a forma de investir em ações no portal Seu dinheiro. Clique aqui.

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‘Brasil não aprendeu absolutamente nada com a crise econômica’

Matéria exclusiva com Daniel Leichsenring, para o jornal Valor Econômico
Daniel Leichsenring: “Brasil é uma sociedade que falhou retumbantemente em melhorar a perspectiva econômica”. Foto: Ana Paula Paiva/Valor Econômico

O Brasil não aprendeu “absolutamente nada” com a grave crise econômica que fez o PIB encolher 3,5% em 2015 e outros 3,5% em 2016, diz o economista-chefe da Verde Asset Management, Daniel Leichsenring. “Nós desperdiçamos uma crise e não conseguimos nem sequer tirar lições dela”, afirma ele, ao comentar as dificuldades que o próximo presidente deverá ter para tentar resolver o conflito distributivo. A sensação dominante parece ser a de que “o Estado vai prover tudo”, segundo Leichsenring.

O economista cita o caso da greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio, que provocou desabastecimento, afetando a produção e o comércio. O que mais lhe chamou a atenção não foi a paralisação em si, mas o apoio de uma fatia enorme da população ao movimento – 87% dos entrevistados por pesquisa do Datafolha disseram concordar com a greve. “Isso é
absolutamente inacreditável. As pessoas foram afetadas no seu dia a dia, não conseguiram se locomover, tiveram desabastecimento, houve uma série de problemas e ainda assim a população apoia”, afirma ele. “O ambiente no país está tão inóspito que as pessoas aprovam qualquer coisa que na cabeça delas signifique algum tipo de demonstração contra o governo, contra o establishment.”

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