Trabalhamos com criatividade e disciplina, com foco e abrangência para mapear as melhores oportunidades de investimento e antecipar tendências.

Dividimos com você, aqui, um pouco da forma Verde Asset Management de pensar.

Gestores veem cenário menos favorável para emergentes

Trecho da entrevista com Artur Wichmann, entre outros gestores, para o jornal Valor Econômico
Foto: Luis Ushirobira/Valor Wichmann, da Verde Asset: com economia dos EUA forte, Fed deve subir juros. Foto: Luis Ushirobira/Valor

Para Artur Wichmann, gestor de fundos globais da Verde Asset, a tendência do dólar forte no médio e longo prazos, sustentada pela diferença de política monetária dos Estados Unidos e taxas negativas na Europa e no Japão, não mudou. “A economia americana está próxima do pleno emprego e com um hiato do produto quase zero, o que deve levar o Fed a subir os juros neste ano”, diz Wichmann, que vê a possibilidade de duas a três altas de juros nos EUA em 2016.

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Gestores reduzem fatia aplicada em dólar no portfólio

Trecho da entrevista com Luiz Parreiras, entre outros gestores, para o jornal Valor Econômico
Foto: Valor EconômicoParreiras, da Verde: portfólio reflete novo cenário-base, de mudança no governo. Foto: Valor

Os dois mais renomados gestores de multimercados brasileiros, Verde e SPX, reduziram de forma significativa a posição em dólar em relação ao real nas últimas semanas. O Verde, que tinha 25% do patrimônio na moeda americana no começo do ano e chegou a ter mais de 50% em 2015, acaba de levar essa fatia a 20%. O Valor apurou que também a SPX, que chegou a dedicar 40% do risco do fundo às posições que ganhavam com a alta do dólar, reduziu a cerca de 15%, e não opera mais contra o real, somente nos negócios de dólar versus outras moedas.

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Investidor teme descontrole da dívida pública

Trecho da entrevista com Daniel Leichsenring entre outros economistas para o jornal O Estado de S. Paulo

Gastos em alta, receitas em queda, esqueletos se acumulando e falta de coordenação política minam a confiança.

O cerne do desarranjo que hoje se vê na economia nacional está na falta de confiança dos investidores de que o Planalto tem musculatura política e bom senso econômico para tirar o País da recessão.

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Luis Stuhlberger: Melhor Estrategista para Multimercados

Trecho da matéria sobre o Troféu Benchmark 2015 da revista Investidor Institucional

Um dos mais reconhecidos e respeitados gestores do mercado brasileiro, Luis Stuhlberger, responsável pelo fundo multimercado Verde, que nasceu em 1997, e que desde 2015 também dá nome à asset resultante da cisão com o Credit Suisse Hedging-Griffo, começa a ver oportunidades de entrada na bolsa brasileira. Diante do atual patamar no qual se encontra, próxima aos 40 mil pontos, após anos seguidos de perdas, o gestor volta a analisar oportunidades em empresas específicas.

Matéria completa publicada na edição 278 da revista Investidor Institucional, em Fevereiro/2016.

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Stuhlberger: no fundo do poço tem um alçapão

Trecho da entrevista com Luis Stuhlberger para o jornal Valor Econômico
Stuhlberger, da Verde Asset: "Eu tinha um big, big short em Petrobras, muito grande, que zerei na queda grande que teve". Foto: Anna Carolina Negri/Valor. Stuhlberger, da Verde Asset: “Eu tinha um big, big short em Petrobras, muito grande, que zerei na queda grande que teve”. Foto: Anna Carolina Negri/Valor.

Há fundamento para que os ativos brasileiros fiquem ainda mais baratos. “Por enquanto estamos no buraco, não caímos no alçapão.” Essa é a convicção do mais renomado gestor de recursos brasileiro, Luis Stuhlberger, no comando do fundo Verde. O otimismo do investidor estrangeiro, entretanto, sustenta as cotações, e impede a decisão imediata de montar uma grande posição vendida em Brasil. É por conta do fluxo de recursos de fora que falta coragem ao gestor, como ele mesmo descreve, para partir, pelo menos por ora, para o que chama de “Big Short”, em alusão ao título em inglês do filme em cartaz nos cinemas brasileiros como “A Grande Aposta”.

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Gestor do fundo Verde compra NTN-Bs para 2019

Trecho da entrevista com Luis Stuhlberger para o jornal Valor Econômico

Mesmo pessimista com o futuro que se desenha para a economia brasileira e diante da falta de credibilidade do governo, Luis Stuhlberger, à frente do Verde, um dos mais bem-sucedidos fundos de investimentos do país, prefere dar um crédito às NTN-Bs, títulos públicos que pagam uma taxa prefixada mais variação da inflação, a aplicar o caixa em CDI, juro interbancário de um dia. Mas são vencimentos curtos, ressalva o gestor. E a ideia é carregar. “Não tive coragem de ir para a 2050”, disse em entrevista exclusiva ao Valor.

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Para Stuhlberger, câmbio está em nível errado

Trecho da matéria do jornal Valor Econômico sobre o Relatório de Gestão de Novembro/2015 do Fundo Verde

Stuhlberger, da Verde Asset, vê com perplexidade otimismo do estrangeiro. Foto: Valor

O gestor do fundo Verde, Luis Stuhlberger, famoso pela capacidade de acertar os movimentos do dólar, que poucos ousam estimar, acredita que o câmbio está no nível errado, mas que ainda não é o momento de aumentar a posição na moeda americana. “Haverá a hora certa de voltar a ter exposição muito mais alta em dólar, só não parece imediatamente… Permanecemos muito atentos”, escreveu o gestor no relatório referente a novembro. Hoje o dólar é uma das principais posições do fundo Verde, com 20% do patrimônio, boa parte investida em ações no exterior, segundo a carta do gestor.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Para ler o relatório de gestão de Novembro/2015 do Fundo Verde, clique aqui.

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Tempero nipônico no portfólio

Trecho da entrevista com Luiz Parreiras – entre outros gestores do mercado – para o jornal Valor Econômico

Gestores brasileiros, confiantes nas políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe, aumentam presença japonesa em fundos para investidor local.

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Brazil Hedge Fund Star Looks Elsewhere for His Next Big Bet

Trecho da matéria — em inglês — sobre Luis Stuhlberger no jornal The New York Times

Luis-NYT

Luis Stuhlberger’s Brazilian hedge fund has had an astonishing run — even in the face of his country’s sinking economy.

But he has grown increasingly bearish about the economic outlook for Brazil, and he is no longer placing most of his bets here, deciding to look elsewhere for investment opportunities.

Para ler a matéria na íntegra, em inglês, clique aqui.

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Medindo a recessão no Brasil e a retomada: nunca antes…

Por Daniel Leichsenring

Que o cenário doméstico anda complicado, é chover no molhado. Mas quão complicado? Essa já é uma questão mais interessante. Com essa pergunta na cabeça, fomos aos dados. O IPEA Data disponibiliza dados de crescimento do PIB desde 1901. Evidentemente, a qualidade dos dados vem melhorando com o passar dos anos, de acordo com o avanço da metodologia, mas para efeito de comparação, esses dados são o melhor ponto de partida.

Desde 1901, houve 8 ocasiões em que o PIB teve queda real acima de 1% em relação ao período anterior: 1908, 1914, 1918, 1930, 1942, 1981, 1990, 2015. Em alguns desses casos, a recessão se prolongou por mais de um ano, não necessariamente consecutivos, como na crise de 29 e na moratória dos anos 80.

Como a crise atual se compara em perspectiva histórica? A figura 1 traz uma comparação das performances do PIB nos diferentes episódios de recessão no Brasil. Apenas para não poluir, foram excluídas as recessões de 1914 e de 1918, por terem sido muito rápidas e revertidas já no ano seguinte. Como regra, começamos a acompanhar os dados 3 anos antes do pior momento de cada ciclo econômico, para ver o tamanho da queda da atividade até o período t (o ano em que o PIB real foi o mínimo local), e a sua posterior retomada, até 3 anos depois. No episódio atual, estamos assumindo que o ano de 2016 marcará o pior momento da atividade, o que é o consenso hoje.

Para 2015 e 2016, estamos assumindo a nossa projeção de PIB atual (-3,8% e -2,5%, respectivamente). Para 2017, 2018 e 2019, assumimos a projeção de consenso do relatório Focus (+1%, +1,9% e +2%, respectivamente).

Com este desempenho, a recessão atual não encontra paralelo na história do Brasil Republicano. Entre 2014 e 2016, o PIB terá recuado mais de 6%, quase 2% abaixo do observado na recessão mais severa até então — a da crise de 1929. O pior, no entanto, é o que segue: a retomada, segundo a projeção de consenso, será muito mais lenta do que em qualquer episódio de recessão no Brasil, bem mais letárgica do que a retomada pós-Plano Collor, de 1990.

Figura1

Fonte: IBGE, Verde AM

 

Em parte, pode-se advogar que as projeções do consenso estão excessivamente pessimistas e que, portanto, a realidade pode se provar significativamente menos negativa do que se espera hoje. Por outro lado, com os problemas fiscais se amontoando, e sem qualquer perspectiva concreta de resolução, pode-se argumentar que o pior está ainda por vir.

Colocando a questão em outra perspectiva, segue um gráfico que mostra a trajetória atual em relação àquela que seria possível caso o Brasil tivesse mantido uma taxa de crescimento parecida com a média de longo prazo, a partir de 2014.

Figura2

Fonte: IBGE, Verde AM

 

Como explicar essa performance? Talvez a melhor estratégia seja dar um passo atrás e reconhecer que a atividade econômica vinha sendo segurada na base de: (i) um volume extremo de intervenção estatal, via expansão fiscal e monetária, crédito subsidiado via bancos públicos; (ii) do dirigismo das empresas estatais para aumentar o investimento às custas de endividamento; (iii) dos subsídios crescentes de energia (elétrica e combustíveis); (iv) dos protecionismos de toda a sorte; (v) das reduções de impostos para setores selecionados pelo governo; e, (vi) dos inúmeros programas de endividamento das famílias. Enfim, um conjunto amplo de irresponsabilidades que se convencionou chamar de “nova matriz econômica”.

No fundo, o país vinha vivendo além de suas possibilidades, e, uma vez retirada a sustentação da demanda agregada, a economia voltou para ao patamar de equilíbrio que teria prevalecido, bem mais baixo. Isso sugere que havia um PIB artificial, uma bolha de demanda, que foi efetivamente estourada.

A figura 3 mostra uma evolução do PIB em número índice na linha roxa. A linha tracejada mostra a tendência de 1999 até o pior momento deste ciclo, em 2016. O interessante do gráfico é que o PIB ficou de 2006 até 2015 acima dessa tendência de longo prazo, e agora convergiu.

Voltando um pouco a fita, além da “nova matriz econômica”, temos que o super-ciclo de commodities, China, ampliação do crédito no Brasil, formalização de mão de obra contribuíram para sustentar um PIB acima do possível. Agora que essas forças se foram, ficou apenas a dor do ajuste, e a necessidade de consolidação fiscal para reparar os erros cometidos no passado. Se esta premissa estiver correta, perdeu-se PIB de maneira definitiva, não haverá retomada cíclica relevante, em linha com a figura 1, e a consolidação fiscal será bem mais complicada do que se imagina, porque não haverá ganhos de arrecadação extraordinários vindos da retomada. Será a hora de olhar para o gasto. Sem cortes de gastos de maneira estrutural, o caminho será o da dominância fiscal, que ficará para o próximo post.

Figura3

Fonte: IBGE, Verde AM

 

Por fim, a figura 4, abaixo, tenta jogar um pouco de luz nos motivos pelos quais o Brasil experimentou uma taxa de crescimento bem mais forte do que a tendência de mais longo prazo de 2005 a 2013.

O gráfico foi construído da seguinte maneira: o “PIB imaginário” é a diferença entre o PIB efetivo e a tendência (da figura 3), na escala da esquerda, em número índice. Os termos de troca estão na escala da direita, e a medida é a diferença entre o termo de troca médio do ano e a média do período inteiro de 1999 a 2016. Para 2016, apenas extrapolamos o último valor.

Figura4

Fonte: IBGE, Verde AM

 

A conclusão óbvia da Figura 3 é que: O PIB foi muito mais forte de 2005 a 2013 justamente quando os termos de troca foram excepcionalmente favoráveis. Quando os termos de troca pioraram, de volta para média do período, o crescimento voltou para a tendência de longo prazo. Evidentemente, não queremos argumentar que foi apenas o quadro externo, mas boa parte do cenário doméstico melhorou por causa do impulso inicial vindo de fora (a restrição externa diminuiu, o Brasil passou a exportar commodities muito mais caras em US$, a dívida externa do governo foi zerada pelo acúmulo de reservas, os riscos diminuíram, o câmbio se valorizou e a inflação baixou, a taxa de juros pôde cair, o crédito avançou de maneira relevante, o consumo se propagou e o mercado de trabalho se beneficiou).

O leitor atento poderia indagar, portanto, que nada da piora recente teria a ver com a “nova matriz”, mas que seria apenas fruto da virada do ciclo global. Como conciliar essas duas visões? Elas são uma aparente contradição, no seguinte sentido. A nova matriz e toda a intervenção estatal na economia de fato não conseguiram gerar nem um centésimo de crescimento, dado que não havia capacidade de oferta neste período. Havia uma clara restrição de oferta. Desta maneira, toda a intervenção de estímulo à demanda se traduziu num vazamento extraordinariamente forte para fora (déficit em conta-corrente) e para dentro, via aumento da inflação e do déficit fiscal. Ambos foram devidamente escamoteados até depois das eleições.

Para frente, a se basear na nossa própria perspectiva histórica, a “nova matriz” permanecerá fazendo a vítima padrão: a produtividade da economia. Neste sentido, o que muito provavelmente observaremos como consequência é justamente a diminuição da própria tendência de crescimento (a linha tracejada da figura 3).

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